quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CorpTV - Engenharia de Transmissão: Dica: conheça quatro apps para manter sua caixa de...

CorpTV - Engenharia de Transmissão: Dica: conheça quatro apps para manter sua caixa de...: Dependendo de sua profissão, gerenciar a caixa de entrada do seu e-mail pode ser praticamente um emprego em tempo integral, o que é um prob...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sempre só

Essa, provavelmente, é a melhor das locuções adjetivas a me definir. É um título cruel, mas tão verdadeiro por mais que me doa admití-lo.

Repare, contudo, que a não há dor em ser solitário. A dor vem do fato dos momentos em que você acha que não é, depois constata que, de fato, é. O véu rasgado, rasga também a alma.

Digo que não é doloroso, porque somos únicos. Os nossos sentimentos são nossos. Do amor ao ódio; da saudade a indiferença. Mesmo quando há a ilusão de compartilhamento.

A saudade alheia nunca é proporcional a sua. Sempre está aquém ou além. Há exceções (sempre há), mas vc que me lê, há de concordar: só por milagre ou graça!

Temo chegar a conclusão que só quero viver pela ação de algum milagre ou graça.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A alegria de sonhar


Adoro sonhar. Desde muito e sempre. Quando narro meus sonhos, costumo ouvir que não são sonhos, mas sim uma produção cinematográfica tamanha precisão de imagens e sentimentos. A alegria do sonhar, contudo, não vem do sonho, mas sim do despertar. O sonho passa. A dor também.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O mito do Ano Novo


É a hora da virada que não é virada e nem hora de nada. Apenas convenção, embora santa. Santa, porque sem essa convenção ninguém aguentaria seguir direto sem ter que refletir em algum momento o tempo transcorrido medido em acontecidos e não-acontecidos.


Eu todo ano me prometo fazer o balanço. Paro sempre no começo ou, em alguns anos, na metade.. mas nunca consegui ir a ter o final. Há quem diga que consegue. Há ainda aqueles (só podem ser loucos) que conseguem, inclusive, fazer lista do que vai fazer... aff!


Chego sentir inveja de quem consegue alimentar esses mitos do Ano Novo. Eu não consigo. A minha onda é tentar viver o agora. Neste exato momento. Tudo bem que as contas e as obrigações não nos dão muito espaço para isso... mas prometo tentar.


Aliás, diga-se: venho tentando desde o dia em que nasci. Não é fácil. De jeito algum, mas... mas.. mas... é importante tentar pelo menos. Assim, neste fictítico início, pego meu bloco de anotações, minha caneta bic azul e... jogo na lixeira debaixo do meu computador.


Nada de escritas. Nada de planos, nem projetos. Apenas um: "vou tentar!". Vou tentar viver intensamente o presente sem me preocupar com comparações do passado e muito menos projeções para o futuro. Vou tentar ser eu mesmo, ainda que isso seja mergulhar no caos.


O mais, são apenas, repito, apenas "sombras de árvores alheias" a nos perturbar e a nos impor padrões. E se há espaço, e deve haver, para a religiosidade em mim, quero continuar tentando neste novo ano a fazer todo o bem possível que puder fazer a mim e ao meu próximo.


Isso, a mim, me basta como promessas. Isso basta como religião. O mais não passa de comentários alheios sobre aquilo que de fato nos pertence. A nossa consciência. Feliz 2009 pra você e para mim! Feliz Ano velho Novo!

Promessas possíveis para 2009


Vou tentar!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O disse-me-disse


Estou eu aqui a pensar em meu próprio umbigo quando sou surpreendido por sua mensagem aflita. Diz você que está de "saco cheio" de ter os sentimentos por capacho de pés alheios.


Sua aflição salta em cada palavra e nas humildes e mal colocadas vírgulas. Narra um pequeno incidente onde me pergunta (pobre de mim alçado de hora para outra a conselheiro sentimental!) se estás ou não com a razão?


Vamos lá então.... hmmmm Razão é uma palavra muito ingrata dentro desse contexto. Entre amantes, quando um começa a querer ter propriedade do termo... acho que está na hora da tal DR (discutir a relação), porque ninguém nunca tem a razão na paixão.


Razão e paixão são antagonicas. Não combinam. Não se toleram nem para caminhar apenas de mãos dadas num parque qualquer da vida de relação dois-a-dois. Paixão é paixão. Razão é razão. Simples assim.


Lendo sua mensagem com carinho consigo perceber claramente que não é razão que você precisa e sim de respeito. Respeito pela sua paixão. Respeito pela sua razão. Respeito de quem e por quem você ama.


Respeito é o que me parece faltar entre vocês. Porque se você se ofende com o que o outro te diz que o incomoda; e o outro, na mesma medida, se incomoda com o que você diz que te incomoda na relação. O que falta é respeito mútuo pelas limitações de cada um. Como é possível estabelecer uma relação verdadeira assim?


Então, já que me pedes uma opinião, te digo. Não é razão que precisa e sim uma outra relação! Boa sorte!

Epitáfio possível

Amou sem nenhuma reserva.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Recado para a Kopenhagen

Esqueça o sorvete! Tem açúcar demais e creme de leite de menos. Detestei. Escrevo jã sabendo que isso é polêmico... mas prefiro os bombons e cafés da Kopenhagen...

Nem sempre diversificar é bom negócio...

domingo, 12 de outubro de 2008

O amor

"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome." (João Cabral de Melo Neto)

Escrevi esse fragmento num post de um desconhecido que falava sobre o amor. A gente fala muito nesse sentimento. Pensa muito nele e o deseja muito ... mas ele chega de mansinho, quieto... Tímido, esconde-se, muitas vezes, atrás da deselegante e ruidosa paixão. Esperto, faz dela aliada e confunde os tolos (que somos quase todos nós).

Quando tento falar do amor caio no óbvio da ignorância... é melhor me calar e deixar que falem os poetas. Os mestres, os maiores nesta ciência...

sábado, 11 de outubro de 2008

E o sábado passou


Passou o sábado e eu não fiz PN! Passou e não deixou nenhuma marca, a não ser as marcas de outros sábados...


Este sábado passou sem música. Só lembranças, saudades e preguiças. Este sábado, seguramente, será um daqueles que se perderão no infinito do tempo.


Este sábado passou e vai levando o meu tempo! Passou e deixa como presente, a infame angustia dos dias passados sem marcas...


Corre ligeiro, sábado, que não te aguento mais. Aproveita e leva o presente de grego que me ofertas. Vá logo que não te quero! Quero os outros sábados que já passaram. Quero mais ainda os sábados futuros, com suas esperanças e expecativas... Quero aquele mesmo sábado do BB!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Noite contida


Enquanto trabalho, o vento rompe a noite, bate a janela e anuncia melancolicamente uma chuva que não chega cair. A noite esta contida. Não quer chorar pela saudade. Prefere, ansiosa, esperar pelo caloroso abraço do sol que não tardará...


Ainda assim, a noite não resiste... Bem baixinho ouve-se seus soluços que lamentam suavemente a ausência provisória do que foi e de tudo que ainda será.


Por isso a noite aguarda, quase indiferente ao vento e as estrelas, um novo dia para que nele possa se desvanecer...




Materialização


No princípio era só imagem... Depois veio a palavra... Imagem e palavra juntas fizeram-se voz...

E a voz fez-se lábios, rosto, carne, osso, músculos, líquidos, cheiros, e habitou meus lençóis e fronhas... E habitou minhas paredes, minha cabeça, tronco e membros e, finalmente, materializou meu coração. Hoje, faz dele sua morada sem cerimônias...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Reflexão 2

Os dias são estupidamente longos para o tanto de tudo que não gostaria de fazer.

Reflexão 1

As noites são imensamente curtas para o tanto do nada que gostaria de fazer.

sábado, 13 de setembro de 2008

A ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar,
Esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixe o teu corpo entender-se com outro corpo, porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

A Boca, não o beijo.

Os dois corpos se reconheceram mesmo sem nunca terem se tocado. A atração preencheu o ar e o desejo não satisfeito derramou-se em olhares e em novos desejos...

Restou às mãos fazer o curto caminho do desconhecido, cujo percurso, tão mal interpretado foi a desculpa necessária e conveniente para interromper a jornada.

“Acho melhor não prosseguirmos”, disse a voz. No corpo, talvez houvesse marcas de outros corpos... talvez... Eu não as vi. Seria esse o motivo? Não consegui descobrir. Às perguntas, vinha um carrossel em respostas. As voltas me deixam tonto...

Os dois corpos se reconheceram e quase se tocaram numa viagem que poderia ter sido longa e prazerosa. Acabou não sendo nem uma nem outra. Foi apenas promessa e esperanças de mais e mais desejos.

Sim, havia o desejo, mas não a atração. Havia o sonho, mas não a paixão. Havia a boca, mas não o beijo... Havia também o medo da rejeição, mesmo diante das explicações... De certo que haveria a rejeição. Talvez aquela mesma de um órgão transplantado...

E assim nas construções dos verbos auxiliares sem ação, deu-se o despertar. Os corpos se levantaram e caminharam cada qual pro seu abismo. Cada qual pro seu firmamento. Do que seria percurso entre dedos, pelos e salivas, restou apenas um leve aceno: “Até a próxima!”

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Desconexos

As sextas são os melhores dias da semana... mas o humano em mim se cansa profundamente dessa impaciente expectativa...

Neste momento pegaria um ônibus e em 10 horas de estrada encontraria, provavelmente, nada do que pressinto... apenas do que sinto.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ligação

Disse que ligaria. Não ligou. Disse que viria. Não veio. Disse que viveria e viveu! Viveu e contou seus sonhos e devaneios a ouvidos pouco atentos, mas as bocas escutaram sua voz famita.
Quantas quartas serão necessárias para alimentar a pequena eterna espera daquilo que está por vir e não vem?


Em quantas esquinas é possível conjugar o verbo saudade?

Saudade

A saudade é inconveniente... Bate a qualquer hora do dia ou da noite. Escurraça o coração e alma com auto-censuras e desejos quase sempre incontroláveis. Não conheço saudade risonha. Essa minha fiel e cruel companheira espreita-me dia e noite. Chama-me, as vezes, para lugares e épocas que nunca estive... em sua ciranda de rodopios, não se contenta mais com as ausênicas, agora chama a roda as inexistências...

Sou tão bom companheiro da saudade que ao seu lado meus braços e pernas se alongam e abraçam pessoas, beijos e bocas que ainda não conheci... mas apenas por hora...

Dissimulação

Descobri que a dissimulação é a pior de todas as mentiras, não importa em que lado da cerca você esteja.