Se queres sentir a felicidade de amar,
Esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixe o teu corpo entender-se com outro corpo, porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira
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sábado, 13 de setembro de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Musas
A poesia não prescinde de musas. Aliás ela só existe quando há musas. Poeta sem musa é como violão sem corda, adão sem eva.
Não sou poeta, mas tenho musas. Hoje, se chamam saudade e solidão. Amanhã, talvez, esperança até encontrar novamente a perdida paixão.
Amo todas elas. Elas me inspiram a escrever versos no ar e a seguir compondo a epopéia que é a minha vida ou, melhor, as epopéias que são todas as vidas.
Não sou poeta, mas tenho musas. Hoje, se chamam saudade e solidão. Amanhã, talvez, esperança até encontrar novamente a perdida paixão.
Amo todas elas. Elas me inspiram a escrever versos no ar e a seguir compondo a epopéia que é a minha vida ou, melhor, as epopéias que são todas as vidas.
domingo, 4 de novembro de 2007
Solidão e o silêncio como resposta
Da onde vem esta solidão que até o vento se cala ante essa simples pergunta?
Da onde vem esta solidão que nada, nem ninguém consegue estancar?
De onde surgiu? De onde vem e pra onde me leva esta solidão?
Perguntas e perguntas cuja resposta é o silêncio desta madrugada.
Não encontro nenhum resposta a essas perguntas. Apenas o silêncio de tudo.
Do vento, das flores, das árvores e dos jardins. Até o motor do meu carro silenciou.
Nada e ninguém conseguem me responder. Nada e ninguém conseguem sanar e preencher tamanha solidão....
Já sei o que vou fazer... Nada. Absolutamente nada! Não há nada a fazer. O que não há resposta e nem remédio, respondido e remediado está.
Da onde vem esta solidão que nada, nem ninguém consegue estancar?
De onde surgiu? De onde vem e pra onde me leva esta solidão?
Perguntas e perguntas cuja resposta é o silêncio desta madrugada.
Não encontro nenhum resposta a essas perguntas. Apenas o silêncio de tudo.
Do vento, das flores, das árvores e dos jardins. Até o motor do meu carro silenciou.
Nada e ninguém conseguem me responder. Nada e ninguém conseguem sanar e preencher tamanha solidão....
Já sei o que vou fazer... Nada. Absolutamente nada! Não há nada a fazer. O que não há resposta e nem remédio, respondido e remediado está.
Três da Madrugada
Três da madrugada, quase nada
A cidade abandonada
E essa rua que não tem mais fim
Três da madrugada, quase nada
A cidade abandonada
E essa rua não tem mais nada de mim
Nada, noite, alta madrugada
Nessa cidade que me guarda
Que me mata de saudade
É sempre assim
Triste madrugada, tudo e nada
A mão fria, a mão gelada
Toca bem de leve em mim
Saiba: meu coração não vale nada
Pelas três da madrugada
Toda palavra calada nessa rua da cidade
Que não tem mais fim...
Que não tem mais fim..
(Carlos Pinto/Torquato Neto)
A cidade abandonada
E essa rua que não tem mais fim
Três da madrugada, quase nada
A cidade abandonada
E essa rua não tem mais nada de mim
Nada, noite, alta madrugada
Nessa cidade que me guarda
Que me mata de saudade
É sempre assim
Triste madrugada, tudo e nada
A mão fria, a mão gelada
Toca bem de leve em mim
Saiba: meu coração não vale nada
Pelas três da madrugada
Toda palavra calada nessa rua da cidade
Que não tem mais fim...
Que não tem mais fim..
(Carlos Pinto/Torquato Neto)
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Expectativas II
Expectador, expecador, excatador, expecsflur! Expecto, expectorante, experiências negadas.
Expectativas
Disse que ligaria. Não ligou. Disse que me encontraria. Não encontrou. Até quando a poesia esperará pelo ponto-e-vírgula final?
Poética
A poesia reside no país da minha cama. São nas rugas dos lençóis e fronhas que pessoas, quintanas, jacintos, clarices e cecílias são muito mais artistas, muito mais poetas, muito mais insanamente conjugáveis e declamáveis. Por isso que é pra lá que vou, agora, neste exato instante. Porque sem poesia ninguém vive não.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Alguns Poemas 2

como vão as coisas.
Nada vai.
Tudo está”.
Jacinto Fabio Corrêa
sábado, 14 de julho de 2007
Alguns poemas

Alguns poemas tornaram-se pra mim especiais e cheios de significados. Esses dois aí abaixo são exemplos disso. Ambos são da poetisa americana Emily Dickinson, cuja vida por si só daria uma epopéia, tamanha densidade dos seus escritos, embora tenha nascido e vivido na mesma casa.
Caiu tão frágil - aos meus Olhos -
No chão o ouvi bater -
E espalhar cacos sobre as Pedras
Do fundo do meu ser -
Culpei por isso o Acaso - menos
Que a mim mesma acusei
Pois Louça Velha em meu Armário
Junto à Prata guardei –
Sem comentários....
Sempre leio os versos aí debaixo quando estou me sentindo meio bostão.
Estar viva – é Poder –
A Existência – em si própria –
Já é suficiente Onipotência –
Sem outro requisito –
"Alguns Poemas" também é o nome da coletânea que tomei emprestado de um amigo que me apresentou Mrs. Dickinson há uns bons cinco anos. O livro traz os poemas em Inglês e a tradução em Português, feita por José Lira. A editora é Iluminuras.
Caiu tão frágil - aos meus Olhos -
No chão o ouvi bater -
E espalhar cacos sobre as Pedras
Do fundo do meu ser -
Culpei por isso o Acaso - menos
Que a mim mesma acusei
Pois Louça Velha em meu Armário
Junto à Prata guardei –
Sem comentários....
Sempre leio os versos aí debaixo quando estou me sentindo meio bostão.
Estar viva – é Poder –
A Existência – em si própria –
Já é suficiente Onipotência –
Sem outro requisito –
"Alguns Poemas" também é o nome da coletânea que tomei emprestado de um amigo que me apresentou Mrs. Dickinson há uns bons cinco anos. O livro traz os poemas em Inglês e a tradução em Português, feita por José Lira. A editora é Iluminuras.
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