terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ligação

Disse que ligaria. Não ligou. Disse que viria. Não veio. Disse que viveria e viveu! Viveu e contou seus sonhos e devaneios a ouvidos pouco atentos, mas as bocas escutaram sua voz famita.
Quantas quartas serão necessárias para alimentar a pequena eterna espera daquilo que está por vir e não vem?


Em quantas esquinas é possível conjugar o verbo saudade?

Saudade

A saudade é inconveniente... Bate a qualquer hora do dia ou da noite. Escurraça o coração e alma com auto-censuras e desejos quase sempre incontroláveis. Não conheço saudade risonha. Essa minha fiel e cruel companheira espreita-me dia e noite. Chama-me, as vezes, para lugares e épocas que nunca estive... em sua ciranda de rodopios, não se contenta mais com as ausênicas, agora chama a roda as inexistências...

Sou tão bom companheiro da saudade que ao seu lado meus braços e pernas se alongam e abraçam pessoas, beijos e bocas que ainda não conheci... mas apenas por hora...

Dissimulação

Descobri que a dissimulação é a pior de todas as mentiras, não importa em que lado da cerca você esteja.